É impressionante a capacidade que certas pessoas tem de estarem dispostas a não se importarem completamente com o sofrimento alheio. Apesar de adorar esse drama, - ainda - sou consciente o suficiente para admitir que não fazem isso porque querem o mal, mas sim porque provavelmente estão sendo egoístas demais, ciumentos demais, oportunos demais.
Idiota eu que me achava forte e madura, me achava como todas aquelas meninas mais velhas e independentes, livres e desimpedidas. Não era. Me sentia assim, adorava essa sensação.... até o momento em que resolvi testar meus limites, ver até onde meu corpo poderia suportar. QUE MERDA! O que eu tenho nessa porra que eu chamo de cabeça, afinal? Coisa boa não pode ser. Não pode vir coisa boa de uma maluca inconsequente. Carente livre. Doente discreta.
Sei lá. Eu sei que isso me machucou pra valer dessa vez, é um tanto tosco o que eu vou escrever nessas proximas linhas, mas eu senti meu coração apertar... apertar mesmo. Fiquei até com falta de ar. Fiquei meio tonta, e se não fosse pelo mínimo mesmo de auto controle que eu tenho, o pouco que me resta de consciencia e amor próprio, eu já estaria choramingando por aí sobre como eu odeio me sentir assim. Sobre como eu odeio ter dado poder suficiente à alguém para me deixar assim. Eu até odeio, mas por mais contraditório que soe, não me arrependo, de forma nenhuma. Não. Nunca me arrependeria por fazer por alguém o que eu mais desejo que façam por mim. Alguém aí ha de concordar comigo... e enquanto houver esse tipo de gente que concorde comigo, eu vou continuar sendo forte, sendo boa, acreditando no bem e na simpatia. Nossa... isso saindo de mim, até parece que sou uma puritana. Puritana de merda, só se for.
Sei lá. Eu aguentei essa porra dessa dor. Ela ainda existe, mas eu não vou deixar que você me controle mais... se fosse alguém que merecesse me controlar, que seja bem vindo, mas você não merece, não merece nada. Eu tenho noção que o tempo irá amenizar, se não, até curar... old, but gold.
Às vezes você me da nojo. Às vezes não te quero ver nem pintado de ouro. Às vezes eu preciso gritar com toda a minha força para fazer com que meu peito aperte um pouco menos, às vezes eu queria te falar...
Mas não vou. Sua capacidade de me decepcionar me surpreende. Você só me deixa triste.
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