terça-feira, 25 de outubro de 2011

Eu não estou dizendo para esquece-lo, porque você não pode, e nem deveria.
Ele era especial...
Mas eu acho... Ah, foda-se.
Ele dizia "foda-se, vou fazer do meu jeito."
E as pessoas que me amam entenderão porque faço as coisas assim, porque elas me amam. 
Foda-se.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Eu aceito que pessoas sejam apenas passageiras na minha vida, desde que elas não insistam em ser mais do que isso. Não posso ter o trabalho de me apegar e me despedir, porque também não sou mais do que mera alma a caminho de qualquer outro lugar. Não posso ser bagagem de ninguém.
– Verônica Heiss (via suscitar)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Martyrs (2008) - Crítica.


~~~~CONTEM SPOILERS~~~~~~
Não leia se você ainda não viu o filme. Sério. 

Poderia usar os cliches típicos para filmes de terror que serviriam como uma luva para Martyrs. “Chocante”, “Pertubador”, entre muitos outros. Mas esses já estão tão banalizados que, apesar de seu significado ser forte, não quer dizer muita coisa. Obrigada por isso, Hollywood.
Martyrs é um filme francês de 2008, dirigido por Pascal Laugier, que conta a história de duas mulheres torturadas. Talvez diferente de muitos fans de terror, o horror francês não me chama tanta atenção. É obviamente melhor que muitos famosos, mas não me surpreende muito. Martyrs não se aplica a essa regra.  
É um filme, que diferente de várias produções geniais, pode e deve ser levado a sério, por isso não recomendo quem não é fã do gênero a assisti-lo.
A trama pode ser dividida em duas partes (até mais, mas prefiro me prender a uma das protagonistas). Antes, e depois da morte de Lucie.
Antes, as perguntas que envolvem o filme são sobre a infância de Lucie, criança desaparecida que consegue escapar de um cativeiro. Após ser resgatada, Lucie foi parar numa clinica psiquiátrica. Graças aos traumas vividos em cativeiro, não consegue fazer amizades ou estabelecer qualquer tipo de relação humana, a não ser por Anna. Isso sem mencionar alucinações sobre uma menina morta que tenta mata-la freqüentemente.
Após essa introdução, acontece uma das cenas mais inesperadas do filme. 15 anos mais tarde, uma jovem invade uma residência familiar, num dia de Domingo, e massacra toda a família. Pai, mãe, e um casal de filhos. Mais tarde descobrimos que era Lucie. Essa, após se desesperar, liga para Anna, que a encontra na casa.
A trama vai se desenrolando até chegar no suicídio de Lucie.
A partir daí pode-se dizer que é um filme completamente novo. A protagonista agora é Anna, e os traumas sofridos por Lucie pouco importam. Novos personagens e motivos aparecem, e o enredo cria cada vez mais fortes expectativas.
Quando assisti ao filme pela primeira vez todas as minhas tentativas de prever o final do filme foram completamente erradas. Talvez por não ter tanto tempo assim assistindo filmes, talvez porque simplesmente seja um filme surpreendente.  
As torturas e traumas sofridos por Lucie não vinham de um grupo que apenas sentia prazer em torturar mulheres ou algo do tipo. Tinha um significado, e talvez isso seja uma das razões para que martyrs seja um dos meus filmes preferidos. A violência cruel e explicita em Martyrs provavelmente só não é tão chocante quanto suas revelações, mas além disso, não é “violência para vender”. Tal grupo tem como objetivo levar pessoas ao “outro mundo”, o que quer que exista (ou não) depois da morte, e assim, descobrirem o que há.
Após incansáveis cenas de tortura e degradação física e psicológica, Anna é a quarta pessoa, em 17 anos, à antigir o estágio de “martire”, - também podendo ser traduzido como “testemunha”,- e a primeira a conseguir descrever o que viu.
O final do filme não poderia ser mais atordoante. Martyrs é o tipo de filme que, apesar de obviamente fictício, te faz pensar sobre ele, e sobre a vida propriamente dita por horas . Talvez  a pior parte de ver esse filme, seja não poder sentir a tensão a cada revelação feita, quando assistido pela segunda vez.  

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Quando eu era menor costumava ir as compras com a minha tia. Ela me deixava escolher os legumes pra levar. Tinha até um moço que se oferecia pra pegar os bons tomates, mas eu sempre quiser ser uma menina grande e cuidar de mim mesma, então eu mesma o fazia.
Muitas vezes pegava os tomates, e ao chegar em casa, percebia que tinha pego alguns podres, por causa da distração, talvez. 
É um tanto irônico. Não deixava o moço pegar para mim, porque afinal, quem disse que ele se importaria em pegar os tomates bons? Ele podia simplesmente pegar qualquer um e colocar na sacola. Eu queria me proteger, e  então eu mesma os escolhia. Me afastava de pessoas supostamente tentando me ajudar, para me proteger. Mas mal sabia eu, que dessa forma, também me prejudicava... as vezes até mais do que me machucaria se tivesse dado uma chance. 
E assim foi sendo, sempre tentando me proteger, mas sempre colhendo mais tomates podres. Mas quem sabe, quem sabe um dia, eu dê a chance de alguém colher alguns tomates pra mim...
Eu sei que por enquanto não. Sou insegura demais pra confiar em alguém. Fraca demais. Prefiro continuar indo as compras sozinha... 
Mas um dia, talvez não. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"Jurei, te esquecer, mas continuo te amando.
Jurei te ganhar, mas acabei perdendo.
Jurei vingança, e acabei perdoando.
Jurei alegria, mas só tive tristeza.
Jurei sorrir, mas acabei chorando... "

sábado, 8 de janeiro de 2011

 "Não sei quanto tempo demorei pra perceber, mas lá pro final de setembro vi que N não me procurava mais quando raramento saíamos, ele mal se importava em sentar do meu lado. Foi aí que veio o desespero.

Nunca soube que ser indiferente poderia fazer tanto mal, e por mais que eu não falasse nada, meus olhares e suspiros me entregavam, me entregavam para ele. Ele estava sempre tão distante, tanto física como mentalmente.

Eu o desejava mais do que nunca, gritava implorando por uma ultima noite, mas ele estava longe demais pra me ouvir. Eu queria ele. Minha vontade só aumentava conforme ele me ignorava, e eu já não sabia mais o que fazer, acho que já estão até de sao cheio de mim, choramingando por aí, sobre N.

Doia olhar para ele. Doia mesmo, não era uma dor figurada. Meus braços tremiam, minha cabeça girava, sentia falta de ar e nuna tentativa de conseguir mais oxigenio, meus pulmões se expandiam, apertando meu coração contra minhas costelas.

Fui acordada pela voz da Marina. (...)"
Pedaço do meu livro, hm. *-*