É engraçado como em todos esses livros ilusórios de auto-ajuda nos dizem sempre a mesma patética coisa: vamos lutar, nos reerguer, perseguir nossos sonhos, bla bla bla. Perseguir você. Um monte de lixo, isso sim.
Após tanto ter disperdiçado o que de bom eu sentia, eu desisti. Esse estado é bom demais para doa-lo, e por mais que eu não o alcance sozinha, sou sim egoísta o suficiente para entrega-lo e abusa-lo dele somente uma pessoa: eu.
Não deixo de ser agradecida por me dar um pouco de prilimpimpim e por até hoje ser o meu estoque de toda a mágica, mas eu não estou te devolvendo ela. Assumo que um dia você possa se cansar de me oferecer tudo que têm, mas enquanto isso eu ainda estou consumindo, e assim que vai ser. Espero que não se chateie, no fundo eu queria que isso fosse real, mas é exatamente por isso que eu não posso devolve-lo. Ora, pense bem, meu pózinho de magica simplesmente acabará se eu tentar te recompensar... porque você não é real, assim como a alegria que sinto. Não posso deixar que me mostre que - eu sempre soube que - as coisas não são como eu acho que são, prefiro continuar me alimentando, até eu estar cheia. Eu, você e minha droga. Minha droga. Eu. Você não.
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